
Apesar de eu já ter 15 anos (tá bom, quase 15), tem horas que eu me sinto como uma garotinha de 4 aninhos. Boba, alegre, ingênua, leve, sem nenhuma responsabilidade. E então... Algo me faz cair na real, e acordar.
Porque... Aloow! Eu não sou mais uma garotinha. Eu já sou uma adolescente de 15 anos (ou quase isso). E o mundo mudou.
Aquela garotinha que brincava com os garotos como a moleca que era, acabou. Ficou para trás.
JÁ ERA!!!
Depois de uma certa idade, as responsabilidades crescem, e nós temos que crescer junto.
Os meninos que antes eram apenas amigos, vão se tornando(aos olhos de todos) pretendentes a namorados.
Fui sendo afastada dos meus amigos(garotos) pelos meus pais, depois por eles próprios, e depois por todos. Mesmo eu não querendo me afastar.
Tem horas... que apesar dos meus quase 15 anos, não me sinto como a adolescente que sou e nem com a garotinha de 4 anos. Me sinto como uma velha. Chata e rabugenta. De mal com tudo e todos.
Qualquer brincadeirinha me irrita e todos são criançinhas imaturas e idiotas.
E nessas horas, me esqueço de como é bom ser essa criança imatura. Esqueço de como queria voltar no tempo e ser assim. Como daria TUDO, absolutamente TUDO, para voltar aos meus 4 anos. Nenhuma preocupação, nenhum dever, nenhuma cobrança. NADA!
E tem horas... que apesar de eu saber mais sobra alguns assuntos do que muito adulto por aí, sou tratada como uma fedelha estúpida que não sabe de nada(o que não é verdade, pois adolescentes apesar de jovens também tem experiencias e conhecimento).
Mas apesar de tudo isso, eu vivo a minha vida feliz. Pois eu tenho uma mãe que me ama, um irmão que me enche o saco mas que me ajuda em tudo, um pai que apesar de ser um pouco (MUITO) perturbado me educou como ninguém, e amigos como ninguém tem(e uma super especial: minha maninha do coração).
Vivo minha vida. Firme e forte. Como a garotinha que já fui, a moça que sou, a mulher que breve serei, e a velha chata que pretendo NUNCA ser.
Beijos,
Bruna de Andrade
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